Começam hoje as inscrições para o 3º Exame Nacional dos Cartórios (ENAC 2026.1), exame de habilitação obrigatório para quem deseja participar de concursos de provimento e remoção de cartórios em todo o Brasil.
O ENAC não é concurso. Ele é um exame nacional de habilitação, de caráter eliminatório e não classificatório, cuja aprovação é requisito para inscrição nos concursos estaduais.
Estrutura da prova
A prova será composta por:
- 100 questões objetivas
- Duração de 5 horas
- Peso majoritário em Direito Notarial e Registral (60 questões)
A exigência mínima é:
- 60% de acertos (regra geral)
- 50% para candidatos nas ações afirmativas
A centralidade do conteúdo notarial e registral demonstra o foco técnico do exame.
Certificado com validade nacional
O certificado de habilitação terá validade de 6 anos, permitindo que o candidato participe de múltiplos concursos durante esse período.
Isso transforma o ENAC em etapa estratégica de longo prazo.
🔎 Visão da Mentora
Como costumo dizer nas minhas aulas, para meus alunos e mentorados, estamos diante de um movimento de aproximação entre o Judicial e o Extrajudicial.
Se o movimento da extrajudicialização deixou de ser uma tendência para ser uma realidade, é razoável – e até previsível! – que a qualidade de preparação entre Juízes do Judicial e do “Juízes” do Extrajudicial se aproxime cada vez mais.
ENAC – assim como o ENAM – não é só uma formalidade. Ele é o dividor de águas que separa quem tem base técnica de quem está apenas testando sorte.
Essa prova preliminar ou cláusula de barreira (como costumo chamar) exige maturidade conceitual e raciocínio jurídico interdisciplinar entre as matérias nucleares de Direito Notarial e Registral e as orbitantes do Direito em geral, como Civil, Processo Civil, Empresarial, Constitucional, Tributário, Administrativo, dentre outras.
Por isso a importância de se começar certo a preparação, investindo na construção do necessário raciocínio jurídico interdisciplinar que possibilite o aluno fazer a exata e fundamentada correlação entre as matérias gerais e suas implicações na esfera extrajudicial.
Quem acredita que estudar é ler, acessar e colecionar conteúdo torna-se nada além do que um obeso de conhecimento.
Quem começa hoje com planejamento estratégico e personalizado voltado para a construção desses pilares de autonomização do pensamento, ganha vantagem real nos próximos concursos e acesso às primeiras colocações.


